Na calçada empedrada
Da rua onde mora a
luxúria
Mora ao lado a inveja
Acutilante
Onde o seu mesquinho
E asqueroso olhar
Observa com cobiça
Corpos em desvario
lascivo
Onde a luxúria se
impõem.
Ah, inveja impiedosa
Que mordes os lábios
Ranges os dentes!
Dás murros no chão.
Descansa, megera
asquerosa
Podes ferver e rugir
Na rua por onde tu
passas
Cuspindo inveja aos
molhos
Pois a gente que lá
passa
Tem de ti, tamanho nojo
Ninguém te presta
atenção.
Mário Margaride






