segunda-feira, 2 de novembro de 2015

NAVEGAREI NO MAR DOS TEUS OLHOS

Navegarei no mar dos teus olhos
Mergulharei na imensidão das tuas ondas
Nas profundezas do teu sentir…
Abraçarei o teu carinho
Repousarei nas margens do teu amor…
Mergulho nas ondas da tua ternura
Para me afundar por fim…

No mar imenso de ti…

Mário Margaride


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

É NAS PALAVRAS



Neste mundo desvairado e complexo
É nas palavras…
Que traduzo os meus anseios
As minhas mágoas
As minhas inquietações.

Elas são o alimento
A essência, o equilíbrio
Que me sustentam e dão razão para existir
Sem elas…não sei o que faria!
São as minhas confidentes
Companheiras, amigas…

É com elas que grito!
Que sufoco, que rio, que choro…
Palavras mágicas, utópicas
De fantasia, de sonho…
Palavras quentes, serenas, revoltas!
Tranquilas…
Não sei ao certo
Se as amo…ou as detesto!
Mas não posso viver sem elas.



 Mário Margaride 


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

OS PASSOS DA NOITE




Observo os passos da noite
Na sua absorvente e longa caminhada
Que nos envolve e nos abraça
No seu inebriante sono
Tomando conta da nossa mente
Nos embriaga
No torpor dos seus sonhos
Indecifráveis.
Os seus passos cadenciados
Marcam o compasso
Do nosso adormecer.
Nas madrugadas incolores
Que abrem as portas semi-cerradas
Do nosso sobressaltado
Alvorecer.
Silêncio branco
Na noite escura de breu
Onde a mente se apaga
No tumultuoso sonho
Que a invade
Como um enorme manto de neve
Gelando todos os sentidos
Cristalizando as emoções.
A noite se despede
Com um brilho ofuscado
Na face enregelada
Do sonho que não sonhou
Do corpo que não dorme
Num compasso descompassado
Onde a noite acorda

Do silêncio dos seus passos.

Mário Margaride

sábado, 24 de outubro de 2015



GRITOS SILENCIOSOS

Junto ao rio da indiferença
Onde mergulha a desilusão
Estava deitada a quimera
Ao pé da inquietação.

Junto ao vale do infortúnio
Sentada em pose de musa
Estava a tristeza, coitada!
Sozinha, muito confusa.

Ao lado, estava o lamento
Trazendo o amor que fenece
De olhos semi-cerrados
Pousando os braços cansados
Sobre os joelhos, em prece.

Por fim, lá estava a agonia
Com a alma a sangrar
Deitada sobre um manto
Sufocada em mudo pranto
Sem vontade de chorar…

Mário Margaride 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

PÁGINAS DA VIDA



Ao olharmos para dentro de nós
Para as páginas que escrevemos
No livro das nossas vidas
Estão vivências multicolores
Ora mais cinzentas
Que nos gelam a alma
Ora de cores brilhantes
Como a Primavera em flor.

Páginas escritas
Com as cores do nosso sentir
Onde as palavras não se vêm
Mas se sente a sua força
A sua intensidade
Ao folhear cada página
Que dentro de nós gravamos.

Neste livro que escrevemos dia-a-dia
Nestas páginas carregadas de emoções
Gravados ficarão os sentimentos
Que transportamos bem juntinho…
Aos corações.



Mário Margaride


NO SILÊNCIO DA NOITE



No silêncio da noite
No cansaço que o meu corpo transporta
Deixo que o sono me absorva
E devore a minha mente
Absorta no torpor das emoções.
Nas horas alucinantes da noite escura
Onde o sono me engole lentamente
Abro a janela dos sonhos
Deixo a mente flutuar
No universo incontrolável
Do desejo sonhado
Onde quero voar
Me deliciar
No silêncio da noite.

Mário Margaride

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

ENTREGA


Quero dar-te, amor, a minha alma
O coração, o corpo, o que quiseres…
E ser, na inquietude, a tua calma
Fazer-te a mais feliz, entre as mulheres.

Entregar-me a ti, com tanto ardor
Neste sufoco, que transporto, e que sustento  
Paixão, que será, o mandamento
Que me fará amar-te sempre, meu amor…

Beijar-te meu amor, com carinho…
Abraçar-te, sentir, as tuas mãos
Deslizarem no meu corpo, de mansinho…

No teu calor, me envolver, em ânsia louca!
No torpor, me embalar, em emoção…
Mil beijos deixar, na tua boca!...

Mário Margaride 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

PUDERA EU SER

Pudera eu ser mar, poderoso e forte
Que nada teme, na sua vastidão imensa!
Pudera eu ser pedra que não ri nem pensa
Pudera eu ser vento, ser o vento norte!

Pudera eu ser trovão, com o seu poderio
Ser luz, ser sol, que ilumina a alma!
Uma alta montanha, um imenso rio
Trazer no seu leito, o amor, a calma…

Pudera eu ser mundo, enorme, imenso…
Tufão, poderoso, que arrasa, intenso!
Ser água que lava, o ódio, a miséria…

Ser fogo que aquece, a alma, o coração
Ser luz que ilumina, o amor, a paixão
Ser por fim…juiz, com justiça…séria!

Mário Margaride

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

INTENSO AMAR






Talvez nunca consiga entender
O que tens para me dizer
Quando te refugias nos teus silêncios
E nada me respondes
No entanto…
Sinto o teu sentir
O teu desejar
O teu eu que vibra
Que sofre
No seu intenso amar

Mario Margaride 04-08-2015


REGRESSO

Queridos amigos e leitores:

Durante algum tempo, estive ausente deste espaço poético por motivos pessoais.

Resolvi voltar agora com novos poemas, que espero que sejam do vosso agrado.

Sejam bem vindos!

BEIJOS E ABRAÇOS.






Sensações

As vezes amor…
Consegues surpreender-me
Com a tua fértil e sensual imaginação
Onde me presenteias com os teus carinhos
Me fazendo transbordar de amor e prazer
Percorrendo o meu corpo…
Com os teus beijos tórridos
E as tuas suaves mãos…
Fazendo imergir em mim…
Todos os sentidos e todas as emoções
Transportando-me para outra galáxia...

Outra dimensão.

Mário Margaride-05-08-2015








sexta-feira, 20 de julho de 2012


VOU FALAR-TE, AMOR...


Vou falar-te, amor…
Das nossas aventuras
Dos caminhos que percorremos
Dos mares que navegamos
Dos desertos que atravessamos
E tudo quanto sonhamos 
Em busca da felicidade.

Vou falar-te, amor…
Das noites escuras
Em que foste o luar
Na minha escuridão.

Vou falar-te, amor…
Dos dias tristes
Em que foste o meu sorriso
O meu doce paraíso
O ombro para eu chorar.

E quando perdido
Pensando que mais nada me restava
Foste o meu chão
A minha estrada
Onde pude caminhar.

Vou falar-te, amor…
Dos teus olhos
Que são a luz minha vida
De quanto te amo, minha querida
E que sempre te amarei…

Mário Margaride 

terça-feira, 10 de julho de 2012




Sabes amor?
Cada dia que passa
Mais intenso e fecundo
É o que sinto por ti.
Este sentimento embriagante
Que absorve todas as células do meu corpo
E toma conta de mim.

Vivemos momentos difíceis
Muitas vezes brigamos
Muitas vezes nos afastamos
Mas lá no fundo…
No nosso intimo 
Este amor absorvente
Que nos invade
Nos corrompe as entranhas
Tudo supera
Fazendo imergir esta loucura
Que se apodera de nós…

Sabes amor?
Nada nos pode separar
Podem cair montanhas
Soprar ventos ciclónicos
Chuvas diluviais 
Que a força do nosso amor…
Tudo supera.

Sabes amor?
Sem ti, não consigo viver
E sei que tu…
Não consegues viver sem mim.

Mário Margaride

terça-feira, 3 de julho de 2012


NO RIO DOS TEUS LÁBIOS


Adoço os teus lábios
Com o mel do meu desejo
Desperto os teus sentidos
Adormecidos nas noites de breu.

Toco-te na pele...
Com o veludo dos meus dedos
Fazendo-te estremecer.

Cubro-te com o meu corpo
Banho-me no rio dos teus lábios
Alimento-me com a carne do teu desejo.

E na sede vindoura
Beber-te-ei devagar
Emerso nos sabores de ti.

Então…

Nas marés do teu mar
Na espuma das tuas ondas...
Me afogo de prazer.

Mário Margaride

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

NA MINHA JANGADA ME DEITO


Na minha jangada me deito
E lá me deixo levar

Na corrente sem corrente

Do rio que está a secar


Agora só resta lama

Da água que lá morou

Nas margens, já não hão árvores

Porque o tempo, as derrubou


Na minha jangada me deito

E lá me deixo levar

Pelo vento que vai soprando

Sempre, sempre, sem parar


Na minha jangada me deito

Até onde, me levar...


Mário Margaride

sábado, 4 de fevereiro de 2012

CAVALEIRO TEMERÁRIO


As noites são o refugio do guerreiro
onde descansa das batalhas que travou

sua espada temerária não se cansa

de lutar pela injustiça e pelo pão.


Das batalhas que travou não se arrepende
inimigos perigosos enfrentou
luta sempre com bravura e destreza
pelo bem, pela justiça, pelo amor.

Guerreiro temerário e audaz

enfrenta o inimigo bem de frente

não tem medo, não desiste, é corajoso

enfrenta o inimigo com fervor!


Montando o seu cavalo alazão

em galope constante e decidido

desfralda a sua bandeira cor de esperança

nas planícies escuras do degredo.


Empunha a sua espada da justiça

Sem medo de enfrentar o inimigo

Cavalga temerário e destemido

Pela paz, pela justiça...pelo amor!


Mário Margaride

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A GALOPE NUM CAVALO BRANCO



A galope num cavalo branco
Nunca deixei de sonhar!
Que a paz, o amor, a harmonia
Um dia iria alcançar!

A galope num cavalo branco
Percorri mundos sem lei
Voei por entre as galáxias
Em busca de amor e paz
E por fim, o encontrei!

A galope num cavalo branco
Na sua garupa aprumado!
Erguerei as mãos aos céus
Envolto num mar de véus
Por te ter amor, encontrado!

A galope num cavalo branco
Nunca perdi a esperança
Cavalguei sempre, sem parar
Para contigo amor, brindar
Juntos bailar, esta dança!

A galope num cavalo branco
Neste mundo, imundo, agreste
As trombetas tocaremos
Juntos então, entraremos
No Paraíso Celeste!

Mário Margaride

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

SEM PEDRAS NA ENGRENAGEM


Do alto da colina
Te esperei

Sabia que vinhas, sabia…

Pedras se atravessaram no nosso caminho
Impedindo-nos de seguir viagem

Há muito iniciada.


Foram areias

Pedras na engrenagem

Que eu sabia

Tinha a certeza

Que mais tarde ou mais cedo

Seriam retiradas
E aí, seguiríamos a nossa viagem

Lado a lado, buscando o nosso horizonte.


Alguns ventos sopraram de outras paragens

Tentando arrastar-me

Me levar nas suas asas

Sem rumo, ou direcção.


Por alguns instantes

Deixei-me levar

Em voo incerto

Em direcção indefinida

Todavia

Não eram esses rumos

Essas paragens
Que procurava

Voei em turbilhão ciclónico

Onde a inquietude e a indefinição
Insistiam e persistiam.


Mas a tua luz

A bússola orientadora

Do teu amor
A força da tua paixão

A vontade enorme do teu querer

Me fez de novo ver a estrada

De onde já tinha perdido o rumo

A direcção.

Então juntos

Iniciamos a nossa caminhada

A nossa viagem

Sem equívocos

Sem barreiras

Sem pedras na engrenagem.


Mário Margaride

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

NO SILÊNCIO DO MEU QUARTO VAZIO


No silêncio do meu quarto vazio
A essência de ti…me invade

Me inebriando com o seu perfume
Com a sua magia…

Ouço o som da tua voz

O eco dos teus passos

O bater do teu coração.


No silêncio do meu quarto vazio
Sinto o calor do teu corpo…

O sabor dos teus beijos…

O toque das tuas mãos…

O teu olhar penetrante

Os teus cabelos longos

O teu sorriso inebriante.

Envolto nesta magia

Neste êxtase

Que me possui

Fazendo-me levitar…

Para um universo que desconheço

Para lá da razão

Da racionalidade

Neste torpor que me invade

Adormeço…
No silêncio do meu quarto vazio.


Mário Margaride

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MÃE


Queridos amigos e visitantes
Nesta quadra, onde apesar da crise muitos ainda esbanjam no excesso de consumismo deixo aqui este poema, que dedico a todas as mulheres do mundo. Especialmente àquelas, que mais dificuldades passam.

Feliz Natal para todos!!!


Beijos e abraços.


Mário Margaride


MÃE


Mãe…

Que trazes no ventre o teu filho

Que lhe dás o teu amor

A tua vida…
Que lutas, que sofres

Que amas…
Que és mãe, esposa

Companheira…

Que labutas, que choras

Que ris…

Mas não tens pão
Não tens dinheiro

Mas que queres vencer

Queres amar

Queres ao teu filho tudo dar…

Mas não tens casa

Não tens pão

Tens amargura, dor…

Frustração

Mãe pobre

Pobre mulher…

Que angustia por não teres

O pão para ao teu filho dares!
Sofres a dor, de o ver sofrer.


Mário Margaride

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

GRITOS SILENCIOSOS


Junto ao rio da indiferença
Onde mergulha a desilusão

Estava deitada a quimera

Ao pé da inquietação.


Junto ao vale do infortúnio
Sentada em pose de musa

Estava a tristeza, coitada!

Sozinha, muito confusa.

Ao lado, estava o lamento

Trazendo o amor que fenece

De olhos semi-cerrados

Pousando os braços cansados

Sobre os joelhos, em prece.


Por fim, lá estava a agonia

Com a alma a sangrar
Deitada sobre um manto

Sufocada em mudo pranto

Sem vontade de chorar…

Mário Margaride