segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

NA MINHA JANGADA ME DEITO


Na minha jangada me deito
E lá me deixo levar

Na corrente sem corrente

Do rio que está a secar


Agora só resta lama

Da água que lá morou

Nas margens, já não hão árvores

Porque o tempo, as derrubou


Na minha jangada me deito

E lá me deixo levar

Pelo vento que vai soprando

Sempre, sempre, sem parar


Na minha jangada me deito

Até onde, me levar...


Mário Margaride

sábado, 4 de fevereiro de 2012

CAVALEIRO TEMERÁRIO


As noites são o refugio do guerreiro
onde descansa das batalhas que travou

sua espada temerária não se cansa

de lutar pela injustiça e pelo pão.


Das batalhas que travou não se arrepende
inimigos perigosos enfrentou
luta sempre com bravura e destreza
pelo bem, pela justiça, pelo amor.

Guerreiro temerário e audaz

enfrenta o inimigo bem de frente

não tem medo, não desiste, é corajoso

enfrenta o inimigo com fervor!


Montando o seu cavalo alazão

em galope constante e decidido

desfralda a sua bandeira cor de esperança

nas planícies escuras do degredo.


Empunha a sua espada da justiça

Sem medo de enfrentar o inimigo

Cavalga temerário e destemido

Pela paz, pela justiça...pelo amor!


Mário Margaride

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A GALOPE NUM CAVALO BRANCO



A galope num cavalo branco
Nunca deixei de sonhar!
Que a paz, o amor, a harmonia
Um dia iria alcançar!

A galope num cavalo branco
Percorri mundos sem lei
Voei por entre as galáxias
Em busca de amor e paz
E por fim, o encontrei!

A galope num cavalo branco
Na sua garupa aprumado!
Erguerei as mãos aos céus
Envolto num mar de véus
Por te ter amor, encontrado!

A galope num cavalo branco
Nunca perdi a esperança
Cavalguei sempre, sem parar
Para contigo amor, brindar
Juntos bailar, esta dança!

A galope num cavalo branco
Neste mundo, imundo, agreste
As trombetas tocaremos
Juntos então, entraremos
No Paraíso Celeste!

Mário Margaride

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

SEM PEDRAS NA ENGRENAGEM


Do alto da colina
Te esperei

Sabia que vinhas, sabia…

Pedras se atravessaram no nosso caminho
Impedindo-nos de seguir viagem

Há muito iniciada.


Foram areias

Pedras na engrenagem

Que eu sabia

Tinha a certeza

Que mais tarde ou mais cedo

Seriam retiradas
E aí, seguiríamos a nossa viagem

Lado a lado, buscando o nosso horizonte.


Alguns ventos sopraram de outras paragens

Tentando arrastar-me

Me levar nas suas asas

Sem rumo, ou direcção.


Por alguns instantes

Deixei-me levar

Em voo incerto

Em direcção indefinida

Todavia

Não eram esses rumos

Essas paragens
Que procurava

Voei em turbilhão ciclónico

Onde a inquietude e a indefinição
Insistiam e persistiam.


Mas a tua luz

A bússola orientadora

Do teu amor
A força da tua paixão

A vontade enorme do teu querer

Me fez de novo ver a estrada

De onde já tinha perdido o rumo

A direcção.

Então juntos

Iniciamos a nossa caminhada

A nossa viagem

Sem equívocos

Sem barreiras

Sem pedras na engrenagem.


Mário Margaride

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

NO SILÊNCIO DO MEU QUARTO VAZIO


No silêncio do meu quarto vazio
A essência de ti…me invade

Me inebriando com o seu perfume
Com a sua magia…

Ouço o som da tua voz

O eco dos teus passos

O bater do teu coração.


No silêncio do meu quarto vazio
Sinto o calor do teu corpo…

O sabor dos teus beijos…

O toque das tuas mãos…

O teu olhar penetrante

Os teus cabelos longos

O teu sorriso inebriante.

Envolto nesta magia

Neste êxtase

Que me possui

Fazendo-me levitar…

Para um universo que desconheço

Para lá da razão

Da racionalidade

Neste torpor que me invade

Adormeço…
No silêncio do meu quarto vazio.


Mário Margaride

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MÃE


Queridos amigos e visitantes
Nesta quadra, onde apesar da crise muitos ainda esbanjam no excesso de consumismo deixo aqui este poema, que dedico a todas as mulheres do mundo. Especialmente àquelas, que mais dificuldades passam.

Feliz Natal para todos!!!


Beijos e abraços.


Mário Margaride


MÃE


Mãe…

Que trazes no ventre o teu filho

Que lhe dás o teu amor

A tua vida…
Que lutas, que sofres

Que amas…
Que és mãe, esposa

Companheira…

Que labutas, que choras

Que ris…

Mas não tens pão
Não tens dinheiro

Mas que queres vencer

Queres amar

Queres ao teu filho tudo dar…

Mas não tens casa

Não tens pão

Tens amargura, dor…

Frustração

Mãe pobre

Pobre mulher…

Que angustia por não teres

O pão para ao teu filho dares!
Sofres a dor, de o ver sofrer.


Mário Margaride

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

GRITOS SILENCIOSOS


Junto ao rio da indiferença
Onde mergulha a desilusão

Estava deitada a quimera

Ao pé da inquietação.


Junto ao vale do infortúnio
Sentada em pose de musa

Estava a tristeza, coitada!

Sozinha, muito confusa.

Ao lado, estava o lamento

Trazendo o amor que fenece

De olhos semi-cerrados

Pousando os braços cansados

Sobre os joelhos, em prece.


Por fim, lá estava a agonia

Com a alma a sangrar
Deitada sobre um manto

Sufocada em mudo pranto

Sem vontade de chorar…

Mário Margaride