quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MÃE


Queridos amigos e visitantes
Nesta quadra, onde apesar da crise muitos ainda esbanjam no excesso de consumismo deixo aqui este poema, que dedico a todas as mulheres do mundo. Especialmente àquelas, que mais dificuldades passam.

Feliz Natal para todos!!!


Beijos e abraços.


Mário Margaride


MÃE


Mãe…

Que trazes no ventre o teu filho

Que lhe dás o teu amor

A tua vida…
Que lutas, que sofres

Que amas…
Que és mãe, esposa

Companheira…

Que labutas, que choras

Que ris…

Mas não tens pão
Não tens dinheiro

Mas que queres vencer

Queres amar

Queres ao teu filho tudo dar…

Mas não tens casa

Não tens pão

Tens amargura, dor…

Frustração

Mãe pobre

Pobre mulher…

Que angustia por não teres

O pão para ao teu filho dares!
Sofres a dor, de o ver sofrer.


Mário Margaride

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

GRITOS SILENCIOSOS


Junto ao rio da indiferença
Onde mergulha a desilusão

Estava deitada a quimera

Ao pé da inquietação.


Junto ao vale do infortúnio
Sentada em pose de musa

Estava a tristeza, coitada!

Sozinha, muito confusa.

Ao lado, estava o lamento

Trazendo o amor que fenece

De olhos semi-cerrados

Pousando os braços cansados

Sobre os joelhos, em prece.


Por fim, lá estava a agonia

Com a alma a sangrar
Deitada sobre um manto

Sufocada em mudo pranto

Sem vontade de chorar…

Mário Margaride

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

DEIXA-ME!


Deixa-me!
Deixa-me entrar no teu mundo

Descobrir os teus mistérios

Os teus segredos

A tua essência


Deixa-me!

Dar calor ao teu frio

Dar brilho ao teu olhar

Dar luz à tua noite


Deixa-me!

Navegar contigo nestas águas

E afogar dentro delas

As tuas mágoas

E levar-te no meu barco
Ao cais da esperança, e do amor


Deixa-me!

Ser a fonte que mata a tua sede
O lençol que seca as tuas lágrimas

Deixa-me ser o teu mar

O teu porto de abrigo
A tua foz

Deixa-me, meu amor…

Deixa-me!


Mário Margaride

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

NESTE MAR DE DESEJO



Neste meu corpo ávido de desejo

Onde o sangue ferve, em chama ardente

Na boca, transporto, este meu beijo
Que os teus lábios clamam docemente…


Como belo é o teu ser, qual obra de arte!

Estonteante forma, bela e pura…

Numa sede desmedida de ternura

Nele quero passear, por toda a parte…

Como desejo, amor, tanto, tanto!

Por entre as tuas ondas mergulhar…

Navegar suavemente, no teu mar


Neste mar de paixão, em frenesim

Ancorar o meu navio, e por fim…

Em ti adormecer…sobre o teu manto.


Mário Margaride

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

QUERO DIZER-TE, AMOR



Deixa cantar-te assim, versos de amor…
Que o meu coração te quer dizer!
Esculpidos com carinho e com fervor

Que nesta tela pintei, para te oferecer.


Têm sonhos, utopias e quimeras

Como nunca em algum dia, imaginei…
Tem flores, prados verdes, primaveras
Que na minha alma de poeta, eu sonhei…


Quero dizer-te, Amor, mas não ainda…

Que a tua boca, sedenta, é sempre linda

E dentro dela guarda, os beijos meus…


A cada toque teu, em cada beijo…

Há uma emoção intensa, há o desejo

De ficar, eternamente…nos braços teus!...


Mário Margaride

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

RECORDAÇÕES


Lembro-me bem amor, como foi antes
Onde juntos passamos, noites de mel…

Onde os lençóis se confundiam, com a pele

E rolamos nossos corpos, escaldantes…


Minhas mãos deslizaram, carinhosas
E pairaram como aves…levemente

Pelo teu corpo passearam docemente
Pousando no teu ventre, fervorosas!

Momentos que recordo e não esqueço…

Pagaria qualquer resgate, qualquer preço!

Para te ter eternamente, a meu lado


É este amor, esta paixão, que alimento

Que trago dentro de mim, e que sustento…

E faz com que eu viva…apaixonado.


Mário Margaride