
Neste meu corpo ávido de desejo
Onde o sangue ferve, em chama ardente
Na boca, transporto, este meu beijo
Que os teus lábios clamam docemente…
Como belo é o teu ser, qual obra de arte!
Estonteante forma, bela e pura…
Numa sede desmedida de ternura
Nele quero passear, por toda a parte…
Como desejo, amor, tanto, tanto!
Por entre as tuas ondas mergulhar…
Navegar suavemente, no teu mar
Neste mar de paixão, em frenesim
Ancorar o meu navio, e por fim…
Em ti adormecer…sobre o teu manto.
Mário Margaride






