quinta-feira, 24 de novembro de 2011

NESTE MAR DE DESEJO



Neste meu corpo ávido de desejo

Onde o sangue ferve, em chama ardente

Na boca, transporto, este meu beijo
Que os teus lábios clamam docemente…


Como belo é o teu ser, qual obra de arte!

Estonteante forma, bela e pura…

Numa sede desmedida de ternura

Nele quero passear, por toda a parte…

Como desejo, amor, tanto, tanto!

Por entre as tuas ondas mergulhar…

Navegar suavemente, no teu mar


Neste mar de paixão, em frenesim

Ancorar o meu navio, e por fim…

Em ti adormecer…sobre o teu manto.


Mário Margaride

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

QUERO DIZER-TE, AMOR



Deixa cantar-te assim, versos de amor…
Que o meu coração te quer dizer!
Esculpidos com carinho e com fervor

Que nesta tela pintei, para te oferecer.


Têm sonhos, utopias e quimeras

Como nunca em algum dia, imaginei…
Tem flores, prados verdes, primaveras
Que na minha alma de poeta, eu sonhei…


Quero dizer-te, Amor, mas não ainda…

Que a tua boca, sedenta, é sempre linda

E dentro dela guarda, os beijos meus…


A cada toque teu, em cada beijo…

Há uma emoção intensa, há o desejo

De ficar, eternamente…nos braços teus!...


Mário Margaride

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

RECORDAÇÕES


Lembro-me bem amor, como foi antes
Onde juntos passamos, noites de mel…

Onde os lençóis se confundiam, com a pele

E rolamos nossos corpos, escaldantes…


Minhas mãos deslizaram, carinhosas
E pairaram como aves…levemente

Pelo teu corpo passearam docemente
Pousando no teu ventre, fervorosas!

Momentos que recordo e não esqueço…

Pagaria qualquer resgate, qualquer preço!

Para te ter eternamente, a meu lado


É este amor, esta paixão, que alimento

Que trago dentro de mim, e que sustento…

E faz com que eu viva…apaixonado.


Mário Margaride

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

QUANDO TU NÃO ESTÁS...


A noite chega
Trazendo no seu seio...
o vazio de ti.

A tua ausência

faz emergir em mim...
uma enorme saudade.


Saudades do teu carinho

dos teus beijos...

do teu calor...

do teu sorriso...


O vazio de ti...

invade a minha alma

pintando-a de tristeza... e solidão.

Neste quarto vazio

nesta saudade que me corrói as entranhas
penso em ti, meu amor...

Nos momentos que passamos

Nos beijos que demos

Nas carícias que trocamos...

Neste universo de saudade

onde o teu cheiro permanece pelo quarto

Sinto a tua falta...meu amor!


Mário Margaride

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

TORTUOSO CAMINHO


Alinhar ao centro
Às vezes me interrogo, amor, se a estrada que percorremos, é aquela que nos leva ao nosso destino ao nosso horizonte.
Por vezes…
penso que não é esse o nosso caminho e que, estamos a seguir por uma estrada secundária.
É muito escura e acidentada essa estrada, amor.

Muitas vezes…vazia de chão.
Embora saiba que não é fácil o nosso percurso,
o nosso trajecto.
Tantos têm sido os obstáculos, os muros que nos surgem pela frente nesta estrada que é longa e tortuosa.
Fico confuso, inquieto
com tantas contrariedades.
Mas amor…
não vou desistir do nosso caminho do nosso rumo, da nossa felicidade por muito turbulenta e acidentada que seja.
Não vou desistir nunca!

Porque te amo, e não consigo viver sem ti.
Navegamos num mar turbulento, assustador.

No entanto, temos que dar as mãos, sermos fortes,
para derrubarmos todas as barreiras, todos os obstáculos, para seguirmos o nosso caminho, e sermos felizes, como merecemos.
Sei que também queres o mesmo que eu, meu amor.

Mas tens que ser mais forte,
mais determinada, e teres confiança no futuro.

Mário Margaride

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

PARA TI ESTAS PALAVRAS


Deixa-me dizer-te estas palavras
Que a minha boca tem para te dizer

São pedaços de vida e coisas raras
Que o meu coração tem para te oferecer

Têm alma, vida, e a desgraça
Numa amálgama de grata ironia
O silêncio da dor que a gente passa

Que transforma a tristeza em alegria

Sou o passado o presente e o futuro

Um farrapo que vegeta em noite fria

O silêncio que grita no escuro

Acordando do marasmo a alegria


Da história das tristes ironias

Lembro o rufar dos tambores da desgraça

Das montanhas cinzentas e sombrias

Às infames vergonhas da chalaça


Horizonte colorido desbravei

Numa rota triunfante em apogeu

Alegria em teus olhos eu verei

Com as lágrimas de alegria, tu e eu.

Mário Margaride