terça-feira, 5 de abril de 2016

RUA DA LUXÚRIA ONDE MORA A INVEJA



Na calçada empedrada
Da rua onde mora a luxúria
Mora ao lado a inveja
Acutilante
Onde o seu mesquinho
E asqueroso olhar
Observa com cobiça
Corpos em desvario lascivo
Onde a luxúria se impõem.

Ah, inveja impiedosa
Que mordes os lábios
Ranges os dentes!
Dás murros no chão.

Descansa, megera asquerosa
Podes ferver e rugir
Na rua por onde tu passas
Cuspindo inveja aos molhos
Pois a gente que lá passa
Tem de ti, tamanho nojo
Ninguém te presta atenção.

                                                     
 Mário Margaride



10 comentários:

  1. forte e real...
    bem regressado, com um poema muito acutilante.
    boa semana.
    beijo
    :)

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    1. Obrigado, amiga Piedade.
      É sempre um prazer a tua visita.

      Beijinho e boa semana!

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  2. Olá amigo Mário, voltaste em grande e com um poema no fio da navalha. Gostei muito. Beijos com carinho

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    1. Olá amiga Rosa! É verdade. Estou de volta ao vosso convívio.

      Grato, pelo teu comentário.

      Beijinhos e boa semana!

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  3. As verdades só magoam os invejosos; desses, a distância a manter é sempre curta.
    Muito bom, Mário.

    Abraço
    SOL

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    1. É verdade amigo SOL.

      Obrigado, pelo comentário.

      Abraço forte!

      Bom fim de semana.

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  4. O melhor mesmo é não prestar atenção à inveja, pois ela só faz mal ao invejoso e nunca ao invejado.
    Excelente poema, gostei imenso.
    Boa semana, caro amigo Mário.
    Abraço.

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    1. É verdade, amigo Jaime.

      Obrigado, pela visita e comentário.

      Abraço e bom fim de semana!

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  5. a inveja
    eu presto-lhe atenção e culto...

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    1. Obrigado, amigo mixtu, pelo comentário.

      Abraço e bom fim de semana!

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