segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

MÃE

Mãe…
Que trazes no ventre o teu filho
Que lhe dás o teu amor
A tua vida…
Que lutas, que sofres
Que amas…
Que és mãe, esposa
Companheira…
Que labutas, que choras
Que ris…
Mas não tens pão
Não tens dinheiro
Mas que queres vencer
Queres amar
Queres ao teu filho tudo dar…
Mas não tens casa
Não tens pão
Tens amargura, dor…
Frustração
Mãe pobre
Pobre mulher…
Que angustia por não teres
O pão para ao teu filho dares!
Sofres a dor, de o ver sofrer.

Mário Margaride


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

NÃO ME CONFORMO!


Acordo do meu sono com desgraça…
Não me conformo!
Não posso ficar indiferente!
É mais fácil ignorar
Fazer de conta
Que nada se passa
Mas dói…
Ver dor, sofrimento, morte!
Não me conformo!
Não ficaria bem com a minha consciência…
Se fechasse os olhos
A tanta violência gratuita
Que ceifa vidas inocentes
Velhos, mulheres e crianças…
Que nada têm a ver com lutas políticas
Religiosas, geoestratégicas, sejam elas de quem forem!
São pessoas inocentes que morrem
Milhares de refugiados que fogem…
Em busca da sobrevivência.
Eu sei que nada posso fazer!
Mas não posso ficar calado
Com tanta crueldade e desrespeito…
Pela vida humana
Não me conformo!


Mário Margaride