sexta-feira, 20 de maio de 2016

O ENIGMÁTICO AMANHÃ










Não sei o que nos espera o amanhã
Essa enorme montanha desconhecida
Onde ninguém sabe
 O que guarda dentro das suas entranhas
Dos seus vales e desfiladeiros
Sempre intrigantes.

Mas ao mesmo tempo
Desafiadora.
Assim caminhamos nesta estrada desconhecida
Sem nunca perdermos a esperança.

Que esse enigmático amanhã
Seja sempre, mas sempre…
Um lugar onde o amor
A amizade, a cumplicidade
A compreensão e a solidariedade
Caminhem sempre de mãos dadas.


Mário Margaride


sábado, 23 de abril de 2016

HOJE AS PALAVRAS CANSARAM

Hoje as palavras cansaram
Não lhes apetece falar.
Não querem repetir o que disseram ontem…
A epidemia da surdez
Obstruiu os tímpanos do mundo
A surdez é tão grande, tão grande!
Que as palavras se cansaram
De não serem ouvidas!
De serem ignoradas!
De serem deitadas ao lixo
De serem maltratadas.
Por isso
Hoje as palavras não querem falar
Amanhã, quem sabe!
O mundo desentupa os ouvidos
E as palavras…
Voltem de novo a falar.

Mário Margaride




sexta-feira, 15 de abril de 2016

HÁS-DE MORRER EMPANTORRADA!


A sala estava cheia
A mesa repleta das melhores iguarias
Uma mesa farta.
A Gula se instalou
Assentou arraiais
Comeu, comeu, comeu…
Até não poder mais.
Não satisfeita ainda
Mandou vir mais uns petiscos
E mais uma boa pinga.
Não parou de se saciar
Até cair para o lado
E adormecer
De tanto o estômago
Empanturrar.
Lá fora…
Famintos e ao frio
Pobres almas morriam de fome
Sem ter um pão sequer…para comer
A Gula, porém
Pouco se importa!
Que almas famintas
Desesperem
Morram
Enquanto esbanja
Se empanturra
Deite fora
O pão…
Que aquelas almas famintas
Podiam matar a fome.
Maldita Gula!
Hás-de morrer
Empanturrada
Sozinha

E espezinhada!

Mário Margaride


terça-feira, 5 de abril de 2016

RUA DA LUXÚRIA ONDE MORA A INVEJA



Na calçada empedrada
Da rua onde mora a luxúria
Mora ao lado a inveja
Acutilante
Onde o seu mesquinho
E asqueroso olhar
Observa com cobiça
Corpos em desvario lascivo
Onde a luxúria se impõem.

Ah, inveja impiedosa
Que mordes os lábios
Ranges os dentes!
Dás murros no chão.

Descansa, megera asquerosa
Podes ferver e rugir
Na rua por onde tu passas
Cuspindo inveja aos molhos
Pois a gente que lá passa
Tem de ti, tamanho nojo
Ninguém te presta atenção.

                                                     
 Mário Margaride



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

MÃE

Mãe…
Que trazes no ventre o teu filho
Que lhe dás o teu amor
A tua vida…
Que lutas, que sofres
Que amas…
Que és mãe, esposa
Companheira…
Que labutas, que choras
Que ris…
Mas não tens pão
Não tens dinheiro
Mas que queres vencer
Queres amar
Queres ao teu filho tudo dar…
Mas não tens casa
Não tens pão
Tens amargura, dor…
Frustração
Mãe pobre
Pobre mulher…
Que angustia por não teres
O pão para ao teu filho dares!
Sofres a dor, de o ver sofrer.

Mário Margaride


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

NÃO ME CONFORMO!


Acordo do meu sono com desgraça…
Não me conformo!
Não posso ficar indiferente!
É mais fácil ignorar
Fazer de conta
Que nada se passa
Mas dói…
Ver dor, sofrimento, morte!
Não me conformo!
Não ficaria bem com a minha consciência…
Se fechasse os olhos
A tanta violência gratuita
Que ceifa vidas inocentes
Velhos, mulheres e crianças…
Que nada têm a ver com lutas políticas
Religiosas, geoestratégicas, sejam elas de quem forem!
São pessoas inocentes que morrem
Milhares de refugiados que fogem…
Em busca da sobrevivência.
Eu sei que nada posso fazer!
Mas não posso ficar calado
Com tanta crueldade e desrespeito…
Pela vida humana
Não me conformo!


Mário Margaride



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O TEU FUTURO

O teu futuro
É, e sempre será…
O fruto das tuas mãos
Terás o que elas construírem...
Colherás o fruto que semeares.

Nunca julgues ninguém
Sem primeiro te olhares ao espelho
Torna possível a tua esperança
O teu futuro
Nunca te esqueças!
De que está nas tuas mãos…a caneta
Com que escreverás a tua história.

Mário Margaride



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

VIAJO

Viajo no tempo sem tempo
Onde o vento não pára de soprar
Os muros teimam em não cair
E os mares querem gelar.

Viajo através dos céus
Onde o azul tarda em chegar
As nuvens encobrem o sol
O vento fustiga forte
Ofuscando o meu olhar.

Viajo na terra dos sonhos
Onde a utopia acontece
O desejo me absorve
O árduo, não me demove
E a esperança…permanece.

Mário Margaride 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

NÃO DEIXEMOS QUE IMPEÇAM

 PARA TODOS OS AMIGOS E VISITANTES
UM PRÓSPERO  E RISONHO 2016!

BEIJOS E ABRAÇOS!


Nas escadas
Que temos que subir
Para chegar ao cimo
Ao cume
Há degraus que faltam
Que não existem
Que nos dificultam a subida.
Por vezes…
Nos desencorajam
Nos demovem
De continuarmos nesse rumo
Nessa epopeia
De subirmos ao topo
Ao cimo da montanha.
Esses degraus que faltam
Que não existem
Não deixemos que impeçam
A nossa vontade
A nossa determinação!
De conquistarmos o topo
O tecto
Da nossa felicidade.


Mário Margaride