sábado, 24 de outubro de 2015



GRITOS SILENCIOSOS

Junto ao rio da indiferença
Onde mergulha a desilusão
Estava deitada a quimera
Ao pé da inquietação.

Junto ao vale do infortúnio
Sentada em pose de musa
Estava a tristeza, coitada!
Sozinha, muito confusa.

Ao lado, estava o lamento
Trazendo o amor que fenece
De olhos semi-cerrados
Pousando os braços cansados
Sobre os joelhos, em prece.

Por fim, lá estava a agonia
Com a alma a sangrar
Deitada sobre um manto
Sufocada em mudo pranto
Sem vontade de chorar…

Mário Margaride 

3 comentários:

  1. ...E, no silêncio da Alma,
    Com vontade de chorar,
    A vida não mais se acalma,
    Até a Vida acabar.


    Abraço
    SOL

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    Respostas
    1. Obrigado, amigo SOL, pelo teu pequeno, mas belo poema em forma de comentário.

      Abraço forte!

      Mário

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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