sexta-feira, 20 de julho de 2012


VOU FALAR-TE, AMOR...


Vou falar-te, amor…
Das nossas aventuras
Dos caminhos que percorremos
Dos mares que navegamos
Dos desertos que atravessamos
E tudo quanto sonhamos 
Em busca da felicidade.

Vou falar-te, amor…
Das noites escuras
Em que foste o luar
Na minha escuridão.

Vou falar-te, amor…
Dos dias tristes
Em que foste o meu sorriso
O meu doce paraíso
O ombro para eu chorar.

E quando perdido
Pensando que mais nada me restava
Foste o meu chão
A minha estrada
Onde pude caminhar.

Vou falar-te, amor…
Dos teus olhos
Que são a luz minha vida
De quanto te amo, minha querida
E que sempre te amarei…

Mário Margaride 

terça-feira, 10 de julho de 2012




Sabes amor?
Cada dia que passa
Mais intenso e fecundo
É o que sinto por ti.
Este sentimento embriagante
Que absorve todas as células do meu corpo
E toma conta de mim.

Vivemos momentos difíceis
Muitas vezes brigamos
Muitas vezes nos afastamos
Mas lá no fundo…
No nosso intimo 
Este amor absorvente
Que nos invade
Nos corrompe as entranhas
Tudo supera
Fazendo imergir esta loucura
Que se apodera de nós…

Sabes amor?
Nada nos pode separar
Podem cair montanhas
Soprar ventos ciclónicos
Chuvas diluviais 
Que a força do nosso amor…
Tudo supera.

Sabes amor?
Sem ti, não consigo viver
E sei que tu…
Não consegues viver sem mim.

Mário Margaride

terça-feira, 3 de julho de 2012


NO RIO DOS TEUS LÁBIOS


Adoço os teus lábios
Com o mel do meu desejo
Desperto os teus sentidos
Adormecidos nas noites de breu.

Toco-te na pele...
Com o veludo dos meus dedos
Fazendo-te estremecer.

Cubro-te com o meu corpo
Banho-me no rio dos teus lábios
Alimento-me com a carne do teu desejo.

E na sede vindoura
Beber-te-ei devagar
Emerso nos sabores de ti.

Então…

Nas marés do teu mar
Na espuma das tuas ondas...
Me afogo de prazer.

Mário Margaride

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

NA MINHA JANGADA ME DEITO


Na minha jangada me deito
E lá me deixo levar

Na corrente sem corrente

Do rio que está a secar


Agora só resta lama

Da água que lá morou

Nas margens, já não hão árvores

Porque o tempo, as derrubou


Na minha jangada me deito

E lá me deixo levar

Pelo vento que vai soprando

Sempre, sempre, sem parar


Na minha jangada me deito

Até onde, me levar...


Mário Margaride

sábado, 4 de fevereiro de 2012

CAVALEIRO TEMERÁRIO


As noites são o refugio do guerreiro
onde descansa das batalhas que travou

sua espada temerária não se cansa

de lutar pela injustiça e pelo pão.


Das batalhas que travou não se arrepende
inimigos perigosos enfrentou
luta sempre com bravura e destreza
pelo bem, pela justiça, pelo amor.

Guerreiro temerário e audaz

enfrenta o inimigo bem de frente

não tem medo, não desiste, é corajoso

enfrenta o inimigo com fervor!


Montando o seu cavalo alazão

em galope constante e decidido

desfralda a sua bandeira cor de esperança

nas planícies escuras do degredo.


Empunha a sua espada da justiça

Sem medo de enfrentar o inimigo

Cavalga temerário e destemido

Pela paz, pela justiça...pelo amor!


Mário Margaride

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A GALOPE NUM CAVALO BRANCO



A galope num cavalo branco
Nunca deixei de sonhar!
Que a paz, o amor, a harmonia
Um dia iria alcançar!

A galope num cavalo branco
Percorri mundos sem lei
Voei por entre as galáxias
Em busca de amor e paz
E por fim, o encontrei!

A galope num cavalo branco
Na sua garupa aprumado!
Erguerei as mãos aos céus
Envolto num mar de véus
Por te ter amor, encontrado!

A galope num cavalo branco
Nunca perdi a esperança
Cavalguei sempre, sem parar
Para contigo amor, brindar
Juntos bailar, esta dança!

A galope num cavalo branco
Neste mundo, imundo, agreste
As trombetas tocaremos
Juntos então, entraremos
No Paraíso Celeste!

Mário Margaride

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

SEM PEDRAS NA ENGRENAGEM


Do alto da colina
Te esperei

Sabia que vinhas, sabia…

Pedras se atravessaram no nosso caminho
Impedindo-nos de seguir viagem

Há muito iniciada.


Foram areias

Pedras na engrenagem

Que eu sabia

Tinha a certeza

Que mais tarde ou mais cedo

Seriam retiradas
E aí, seguiríamos a nossa viagem

Lado a lado, buscando o nosso horizonte.


Alguns ventos sopraram de outras paragens

Tentando arrastar-me

Me levar nas suas asas

Sem rumo, ou direcção.


Por alguns instantes

Deixei-me levar

Em voo incerto

Em direcção indefinida

Todavia

Não eram esses rumos

Essas paragens
Que procurava

Voei em turbilhão ciclónico

Onde a inquietude e a indefinição
Insistiam e persistiam.


Mas a tua luz

A bússola orientadora

Do teu amor
A força da tua paixão

A vontade enorme do teu querer

Me fez de novo ver a estrada

De onde já tinha perdido o rumo

A direcção.

Então juntos

Iniciamos a nossa caminhada

A nossa viagem

Sem equívocos

Sem barreiras

Sem pedras na engrenagem.


Mário Margaride