sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

GRITOS SILENCIOSOS


Junto ao rio da indiferença
Onde mergulha a desilusão

Estava deitada a quimera

Ao pé da inquietação.


Junto ao vale do infortúnio
Sentada em pose de musa

Estava a tristeza, coitada!

Sozinha, muito confusa.

Ao lado, estava o lamento

Trazendo o amor que fenece

De olhos semi-cerrados

Pousando os braços cansados

Sobre os joelhos, em prece.


Por fim, lá estava a agonia

Com a alma a sangrar
Deitada sobre um manto

Sufocada em mudo pranto

Sem vontade de chorar…

Mário Margaride

6 comentários:

  1. Um belo poema, bem rimado, como eu gosto.
    Este tipo de poesia é a minha preferida, recorda-me os tempos passados na infância a decorar versos, e mais tarde com os meus filhos.
    A minha mãe sabia muitos poemas de cor, tenho saudades desse tempo em que versos eram sinónimo de alegria, por mais tristes que fossem.
    E este é triste, triste mas lindo, lindo!

    Aproveito para desejar um feliz Natal, para a semana não terei tempo de visitar todos os amigos.
    Grande abraço

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  2. Mário

    Descrição Poética sobre os nossos "pesos" subliminares, que, assim, nos deixam espaço para elevar o Espírito.
    Muito bem conseguido.
    Parabéns.

    Um Feliz Natal

    Abraços

    SOL
    http://acordarsonhando.blogspot.com/

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  3. Mas que a esperança sempre nos mova.

    Votos de um santo e feliz Natal, e um Ano Novo de Paz, Amor e Luz,
    sempre com esperança num mundo melhor!

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  4. E a agonia, coitada, sangrando da alma...

    Lindo poema

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  5. Um poema fantástico, onde pairam os sentimentos de menor alegria. Gostei imenso.

    Nesta quadra vim desejar-te um Feliz Natal e desejar que o novo ano seja repleto de amor, paz e esperança.

    Boas Festa meu amigo

    Bjgrande do Lago

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  6. Meu querido Mário

    Um poema intenso...um sentir imenso neste poema.

    Deixo um beijinho com carinho
    Sonhadora

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