quinta-feira, 22 de setembro de 2011

QUANDO TU NÃO ESTÁS...


A noite chega
Trazendo no seu seio...
o vazio de ti.

A tua ausência

faz emergir em mim...
uma enorme saudade.


Saudades do teu carinho

dos teus beijos...

do teu calor...

do teu sorriso...


O vazio de ti...

invade a minha alma

pintando-a de tristeza... e solidão.

Neste quarto vazio

nesta saudade que me corrói as entranhas
penso em ti, meu amor...

Nos momentos que passamos

Nos beijos que demos

Nas carícias que trocamos...

Neste universo de saudade

onde o teu cheiro permanece pelo quarto

Sinto a tua falta...meu amor!


Mário Margaride

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

TORTUOSO CAMINHO


Alinhar ao centro
Às vezes me interrogo, amor, se a estrada que percorremos, é aquela que nos leva ao nosso destino ao nosso horizonte.
Por vezes…
penso que não é esse o nosso caminho e que, estamos a seguir por uma estrada secundária.
É muito escura e acidentada essa estrada, amor.

Muitas vezes…vazia de chão.
Embora saiba que não é fácil o nosso percurso,
o nosso trajecto.
Tantos têm sido os obstáculos, os muros que nos surgem pela frente nesta estrada que é longa e tortuosa.
Fico confuso, inquieto
com tantas contrariedades.
Mas amor…
não vou desistir do nosso caminho do nosso rumo, da nossa felicidade por muito turbulenta e acidentada que seja.
Não vou desistir nunca!

Porque te amo, e não consigo viver sem ti.
Navegamos num mar turbulento, assustador.

No entanto, temos que dar as mãos, sermos fortes,
para derrubarmos todas as barreiras, todos os obstáculos, para seguirmos o nosso caminho, e sermos felizes, como merecemos.
Sei que também queres o mesmo que eu, meu amor.

Mas tens que ser mais forte,
mais determinada, e teres confiança no futuro.

Mário Margaride

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

PARA TI ESTAS PALAVRAS


Deixa-me dizer-te estas palavras
Que a minha boca tem para te dizer

São pedaços de vida e coisas raras
Que o meu coração tem para te oferecer

Têm alma, vida, e a desgraça
Numa amálgama de grata ironia
O silêncio da dor que a gente passa

Que transforma a tristeza em alegria

Sou o passado o presente e o futuro

Um farrapo que vegeta em noite fria

O silêncio que grita no escuro

Acordando do marasmo a alegria


Da história das tristes ironias

Lembro o rufar dos tambores da desgraça

Das montanhas cinzentas e sombrias

Às infames vergonhas da chalaça


Horizonte colorido desbravei

Numa rota triunfante em apogeu

Alegria em teus olhos eu verei

Com as lágrimas de alegria, tu e eu.

Mário Margaride

domingo, 4 de setembro de 2011

CHEGAS-TE, AMOR...


Chegaste, amor…
Minha alma se abriu
De par em par
Para o eco dos teus passos sentir

E o teu coração escutar.


Chegaste, amor…

O negro

Em azul se transformou
A noite escura Se iluminou
O sol voltou a brilhar.

Procurei-te em vão
Em sítio incerto
Percorri a imensidão do deserto

Sufocando em mim este ardor

E durante a vida inteira

Te procurei

Todo este tempo

Te esperei

Mas chegaste por fim…

Meu amor!


Mário Margaride

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SENTO-ME NO COLO DO TEMPO


Sento-me no colo do tempo
Onde o vento não pára de soprar
O sol aquece a minha alma
Na vontade louca de te amar.


Sento-me numa nuvem de ternura

Imersa em ondas de Paixão

Onde o teu amor me invade
O teu ardor queima e arde

Deixando a palpitar…meu coração.


Sento-me no colo do tempo

Onde o Amor…abre a janela

O sol brilha como louco

As nuvens negras se dissipam

E o céu de azul se pinta, pouco a pouco.


Voando de galáxia em galáxia

Da penumbra e do frio…renasci

Sentado no colo do tempo

Espero que o vento…

Me leve até ti.


Mário Margaride