quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

NO SILÊNCIO DO MEU QUARTO VAZIO


No silêncio do meu quarto vazio
A essência de ti…me invade

Me inebriando com o seu perfume
Com a sua magia…

Ouço o som da tua voz

O eco dos teus passos

O bater do teu coração.


No silêncio do meu quarto vazio
Sinto o calor do teu corpo…

O sabor dos teus beijos…

O toque das tuas mãos…

O teu olhar penetrante

Os teus cabelos longos

O teu sorriso inebriante.

Envolto nesta magia

Neste êxtase

Que me possui

Fazendo-me levitar…

Para um universo que desconheço

Para lá da razão

Da racionalidade

Neste torpor que me invade

Adormeço…
No silêncio do meu quarto vazio.


Mário Margaride

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MÃE


Queridos amigos e visitantes
Nesta quadra, onde apesar da crise muitos ainda esbanjam no excesso de consumismo deixo aqui este poema, que dedico a todas as mulheres do mundo. Especialmente àquelas, que mais dificuldades passam.

Feliz Natal para todos!!!


Beijos e abraços.


Mário Margaride


MÃE


Mãe…

Que trazes no ventre o teu filho

Que lhe dás o teu amor

A tua vida…
Que lutas, que sofres

Que amas…
Que és mãe, esposa

Companheira…

Que labutas, que choras

Que ris…

Mas não tens pão
Não tens dinheiro

Mas que queres vencer

Queres amar

Queres ao teu filho tudo dar…

Mas não tens casa

Não tens pão

Tens amargura, dor…

Frustração

Mãe pobre

Pobre mulher…

Que angustia por não teres

O pão para ao teu filho dares!
Sofres a dor, de o ver sofrer.


Mário Margaride

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

GRITOS SILENCIOSOS


Junto ao rio da indiferença
Onde mergulha a desilusão

Estava deitada a quimera

Ao pé da inquietação.


Junto ao vale do infortúnio
Sentada em pose de musa

Estava a tristeza, coitada!

Sozinha, muito confusa.

Ao lado, estava o lamento

Trazendo o amor que fenece

De olhos semi-cerrados

Pousando os braços cansados

Sobre os joelhos, em prece.


Por fim, lá estava a agonia

Com a alma a sangrar
Deitada sobre um manto

Sufocada em mudo pranto

Sem vontade de chorar…

Mário Margaride

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

DEIXA-ME!


Deixa-me!
Deixa-me entrar no teu mundo

Descobrir os teus mistérios

Os teus segredos

A tua essência


Deixa-me!

Dar calor ao teu frio

Dar brilho ao teu olhar

Dar luz à tua noite


Deixa-me!

Navegar contigo nestas águas

E afogar dentro delas

As tuas mágoas

E levar-te no meu barco
Ao cais da esperança, e do amor


Deixa-me!

Ser a fonte que mata a tua sede
O lençol que seca as tuas lágrimas

Deixa-me ser o teu mar

O teu porto de abrigo
A tua foz

Deixa-me, meu amor…

Deixa-me!


Mário Margaride

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

NESTE MAR DE DESEJO



Neste meu corpo ávido de desejo

Onde o sangue ferve, em chama ardente

Na boca, transporto, este meu beijo
Que os teus lábios clamam docemente…


Como belo é o teu ser, qual obra de arte!

Estonteante forma, bela e pura…

Numa sede desmedida de ternura

Nele quero passear, por toda a parte…

Como desejo, amor, tanto, tanto!

Por entre as tuas ondas mergulhar…

Navegar suavemente, no teu mar


Neste mar de paixão, em frenesim

Ancorar o meu navio, e por fim…

Em ti adormecer…sobre o teu manto.


Mário Margaride

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

QUERO DIZER-TE, AMOR



Deixa cantar-te assim, versos de amor…
Que o meu coração te quer dizer!
Esculpidos com carinho e com fervor

Que nesta tela pintei, para te oferecer.


Têm sonhos, utopias e quimeras

Como nunca em algum dia, imaginei…
Tem flores, prados verdes, primaveras
Que na minha alma de poeta, eu sonhei…


Quero dizer-te, Amor, mas não ainda…

Que a tua boca, sedenta, é sempre linda

E dentro dela guarda, os beijos meus…


A cada toque teu, em cada beijo…

Há uma emoção intensa, há o desejo

De ficar, eternamente…nos braços teus!...


Mário Margaride

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

RECORDAÇÕES


Lembro-me bem amor, como foi antes
Onde juntos passamos, noites de mel…

Onde os lençóis se confundiam, com a pele

E rolamos nossos corpos, escaldantes…


Minhas mãos deslizaram, carinhosas
E pairaram como aves…levemente

Pelo teu corpo passearam docemente
Pousando no teu ventre, fervorosas!

Momentos que recordo e não esqueço…

Pagaria qualquer resgate, qualquer preço!

Para te ter eternamente, a meu lado


É este amor, esta paixão, que alimento

Que trago dentro de mim, e que sustento…

E faz com que eu viva…apaixonado.


Mário Margaride

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

QUANDO TU NÃO ESTÁS...


A noite chega
Trazendo no seu seio...
o vazio de ti.

A tua ausência

faz emergir em mim...
uma enorme saudade.


Saudades do teu carinho

dos teus beijos...

do teu calor...

do teu sorriso...


O vazio de ti...

invade a minha alma

pintando-a de tristeza... e solidão.

Neste quarto vazio

nesta saudade que me corrói as entranhas
penso em ti, meu amor...

Nos momentos que passamos

Nos beijos que demos

Nas carícias que trocamos...

Neste universo de saudade

onde o teu cheiro permanece pelo quarto

Sinto a tua falta...meu amor!


Mário Margaride

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

TORTUOSO CAMINHO


Alinhar ao centro
Às vezes me interrogo, amor, se a estrada que percorremos, é aquela que nos leva ao nosso destino ao nosso horizonte.
Por vezes…
penso que não é esse o nosso caminho e que, estamos a seguir por uma estrada secundária.
É muito escura e acidentada essa estrada, amor.

Muitas vezes…vazia de chão.
Embora saiba que não é fácil o nosso percurso,
o nosso trajecto.
Tantos têm sido os obstáculos, os muros que nos surgem pela frente nesta estrada que é longa e tortuosa.
Fico confuso, inquieto
com tantas contrariedades.
Mas amor…
não vou desistir do nosso caminho do nosso rumo, da nossa felicidade por muito turbulenta e acidentada que seja.
Não vou desistir nunca!

Porque te amo, e não consigo viver sem ti.
Navegamos num mar turbulento, assustador.

No entanto, temos que dar as mãos, sermos fortes,
para derrubarmos todas as barreiras, todos os obstáculos, para seguirmos o nosso caminho, e sermos felizes, como merecemos.
Sei que também queres o mesmo que eu, meu amor.

Mas tens que ser mais forte,
mais determinada, e teres confiança no futuro.

Mário Margaride

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

PARA TI ESTAS PALAVRAS


Deixa-me dizer-te estas palavras
Que a minha boca tem para te dizer

São pedaços de vida e coisas raras
Que o meu coração tem para te oferecer

Têm alma, vida, e a desgraça
Numa amálgama de grata ironia
O silêncio da dor que a gente passa

Que transforma a tristeza em alegria

Sou o passado o presente e o futuro

Um farrapo que vegeta em noite fria

O silêncio que grita no escuro

Acordando do marasmo a alegria


Da história das tristes ironias

Lembro o rufar dos tambores da desgraça

Das montanhas cinzentas e sombrias

Às infames vergonhas da chalaça


Horizonte colorido desbravei

Numa rota triunfante em apogeu

Alegria em teus olhos eu verei

Com as lágrimas de alegria, tu e eu.

Mário Margaride

domingo, 4 de setembro de 2011

CHEGAS-TE, AMOR...


Chegaste, amor…
Minha alma se abriu
De par em par
Para o eco dos teus passos sentir

E o teu coração escutar.


Chegaste, amor…

O negro

Em azul se transformou
A noite escura Se iluminou
O sol voltou a brilhar.

Procurei-te em vão
Em sítio incerto
Percorri a imensidão do deserto

Sufocando em mim este ardor

E durante a vida inteira

Te procurei

Todo este tempo

Te esperei

Mas chegaste por fim…

Meu amor!


Mário Margaride

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SENTO-ME NO COLO DO TEMPO


Sento-me no colo do tempo
Onde o vento não pára de soprar
O sol aquece a minha alma
Na vontade louca de te amar.


Sento-me numa nuvem de ternura

Imersa em ondas de Paixão

Onde o teu amor me invade
O teu ardor queima e arde

Deixando a palpitar…meu coração.


Sento-me no colo do tempo

Onde o Amor…abre a janela

O sol brilha como louco

As nuvens negras se dissipam

E o céu de azul se pinta, pouco a pouco.


Voando de galáxia em galáxia

Da penumbra e do frio…renasci

Sentado no colo do tempo

Espero que o vento…

Me leve até ti.


Mário Margaride

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O MEU SONHO


Como sonho amor, com a nossa casa
Nem imaginas amor, como a desejo!
A construí, pedra a pedra, beijo a beijo

Na minha ânsia louca, sempre em brasa!


Essa casa amor, a nossa casa…

O ninho que neste mundo mais desejo

Onde o amor se unirá num terno beijo
Será sempre, o nosso sonho, a nossa casa!...


Sonho…que nós, dois viajantes

Percorremos, belos prados, verdejantes

Por terras infinitas, sem ter fim


E nessa terra de ilusão, que me perdi

Me encontro, e me perco, dentro de ti

E tu, te perderás…dentro de mim.


Mário Margaride

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PIENSA EM MIM

Queridos amigos: deixo-vos com este belíssimo vídeo de Luz Casal
Espero que gostem.


Desejo a todos uma noite tranquila e serena
e um excelente fim de semana!

Beijos e abraços

Mário



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

AUSÊNCIA


Meu corpo...
Sente a ausência das tuas mãos

Que subliminarmente

Percorriam meu corpo

Como seda na minha pele.

Meus olhos...

Sentem a ausência dos teus
Que penetrantes

Me causavam um arrepio!

Quando fitavam os meus

Cansando dentro mim…

Um calafrio
.

Minha boca...

Sente a ausência dos teus lábios

Que me sufocavam

Com beijos ardentes

Arrebatadores
Transportando-me

Para outra Galáxia

Outra dimensão.


A tua ausência...

Esvazia a essência

Do meu viver.


Mário Margaride

terça-feira, 23 de agosto de 2011

PERCORRO AS PLANÍCIES DO TEU CORPO


Percorro as planícies do teu corpo
Onde o desejo fervilha

E é cega a minha ânsia.


Percorro a estrada dos desejos…

Entrego-me no embalar dos teus braços
Flutuo no universo do prazer...


Percorro as planícies do teu corpo

Mergulho nesse vulcão incandescente

Que me queima as entranhas

E me corre nas veias....


Saciado de ti…

Adormeço

Suavemente…

No torpor das emoções.


Mário Margaride

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

SEJAM BEM VINDOS MEUS AMIGOS!

Queridos amigos: devido a motivos de saúde
estive algum tempo ausente no mundo da blogoesfera
o que muito me entristeceu.
E, como se esse motivo já não fosse desagradável
fiquei sem acesso ao meu blogue "PALAVRAS QUE FALAM".
devido à prolongada ausência a que fui sujeito, perdi a palavra passe
Não tive alternativa senão, criar outro blogue.
É este que aqui podem ver.

Ainda não está completamente operacional, mas aos poucos
vai ficando ao meu gosto, ao meu estilo.

Espero que gostem.

Beijos e abraços!

Mário




JUNTO AO MAR


O vento sopra de mansinho
junto ao mar imenso
que nos rodeia
onde as ondas bailam alegremente
ao sabor da maré.

Junto ao mar
onde o vento fustiga levemente
penso em ti meu amor...
nos teus beijos ardentes...
nos teus ternos e doces carinhos...
no teu corpo que me enlouquece...
Junto ao mar
onde o vento sopra de mansinho
sinto saudades tuas...meu amor!

Gil Moura (Mário Margaride)